É isso povo, o sucesso chegou!

Agora que me tornarei rica e famosa, pretendo ficar mais insuportável do que já sou e cagar pro seu flickr pra esse blog que me deu fama, poder e glória. Afinal, eu sou ótima em cuspir no prato que comi até gastar a cerâmica.

Digo isso, porque eu finalmente ganhei meu primeiro selo. Sabe, aqueles do tipo “esse blog me faz rolar na areia e ficar louca” ? E, durante um tempo e alguns comentários imbecis de gente mal comida críticos, pensei talvez ninguém fosse gostar dessa budega. Mas ele gostou. E me deu o selo cuidado com essa história de dar o selo por aí… dizem que depois que deu uma vez, já era:

Obrigada Senhor, pelo ibope alcançado. E quem quiser me pagar pra fazer post-pago, estamos ai, óquei?

Ótimo.

Eu tenho muito rancor de gente que se diz “apaixonada pela vida!”. Sabe, aquele discurso vazio de miss Brasil querendo bancar a feliz, boa e resignada? Arght! Que palhaçada.

Óbvio que todo mundo ta feliz em viver. E todo mundo gosta de ser feliz. É claro que ninguém gosta de tristeza e que eu sou ranzinza. E pra mim, quem prega o discurso feliz acima de tudo como descrição de si é porque não tem mesmo muito mais que isso pra falar. Então caí no senso comum. Raso.

Eu sou feliz. Muito. Reclamo da vida pra ser mala, mas na real adoro estar aqui no meio da geral e morro de medo de morrer ó que ambíguo. Mas acho o cu da cobra nego ficar pregando essa satisfação ilusória e clichê. Essa paixão óbvia de quem quer parecer ‘de bem com a vida’ ai que rancor disso e no fim nem deve ser tão de bem assim.

O que é exatamente SER de bem com a vida? Quer dizer que você leva um tombo e acha gostoso e isso faz de você uma pessoa HIPER legal? Ah, chupa meu dedão vai. Todo mundo tem dias bons e ruins e, acima de tudo, todo mundo se fode. E ninguém gosta, mas também não é infeliz por isso. Aliás, acho esse conceito todo de felicidade muito variável. Você mostra o que quiser, vende o papel que quiser. Pode bancar o feliz every day e depois encher a lata de pinga pra conseguir dormir, mas pro mundo, você é super feliz.

Não tem jeito, esse papo de feliz, intenso e apaixonado pela vida não cola pra mim. “Estou aberto as possibilidades da vida e blá blá blá Whiskas sachê” é booooooooring e falso! Como diz a senhora minha mãe, é pra inglês ver! Na minha questionável interpretação isso é o mesmo que me dizer ‘não tenho muito o que falar, mas quero parecer legal e agradar o maior número de pessoas possível”. E, de verdade, poucas coisas me causam mais rancor do que querer agradar.

Portanto, caro leitor, vamos todos partir da premissa que todo mundo que ta na bola azul, quer estar e de alguma forma é feliz e apaixonado por essa coisa toda. Se você não tem o que dizer a respeito de si, faz um piada, dá risada ou muda de assunto. Mas boicote discurso de miss. Me dá muita vergonha e causa rancor nível 9.

A escala vai até 10.

A Outra me passou um meme médio difícil  e como eu estava sem nada pra fazer ontem resolvi responder.

O meme consiste em escolher uma banda ou artista e responder 10 perguntas com nomes de música dessa banda escolhida. Vocês sabem que pra mim é um tormento essa coisa de meu “favorito”. O favorito de HOJE, vai mudar amanhã.

Mas de qualquer forma, peguei minha playlist do favorito atual e respondi as perguntas. Até que ficou bacana.

Artista escolhido: Amy Winehouse (aaaaaah, novidade)

1. Descreva-se: “you know i’m no good
2. O que as pessoas acham de você: “best friend
3. Descreva seu último relacionamento : “love is a loosing game
4. Descreva a atual relação: “wake up alone
5. Onde você queria estar agora: “close to the front
6. O que você pensa sobre o amor: “i heard love is blind
7. Como é sua vida: “best for me
8. Se tivesse direito a apenas um desejo: “Hey little rich girl
9. Uma frase sábia: “help yourself
10. Uma frase para os próximos: “he can only hold her

Eu não costumo passar meme pra ninguém, mas esse eu vou passar pra Beijomeliga porque eu sei que ela tem uma banda favorita e queria saber se ela consegue responder essas perguntas com os nomes das músicas.

Hoje chegou ao meu twitter um dos sites mais engraçados dos últimos tempos, e claro, tem tudo a ver com o Rancorizando. O site em questão é o Macumba Online. Isso mesmo, você pode fazer uma macumba pra conquistar coisas que você queira ou… macumbar os desafetos!

Preciso dizer que eu adorei? Não, né?! Adorei.

Macumbei um monte! Vai lá e macumba tb! \o/

E, como trilha sonora do post…

EU VOU BOTAR TEU NOME NA MACUMBA

Eu vou botar teu nome na macumba
Vou procurar uma feiticeira
Fazer uma quizumba pra te derrubar
Oi, iaia
VocÊ me jogou um feitiço, quase que eu morri
So eu sei o que eu sofri
Deus me perdoe, mas eu vou me vingar

Eu vou botar teu retrato num prato com pimenta
Quero ver se você “guenta”
A mandinga que eu vou te jogar
Raspa de chifre de bode
Pedaço de rabo de jumenta
Tu vais botar fogo pela venta
E comigo ni£o vai mais brincar

Asa de morcego
Corcova de camelo pra te derrubar
Uma cabeça de burro
Pra quebrar o encanto do seu patua
Olha, tu podes ser forte
Mas tens que ter sorte
Pra te salvar
Toma cuidado, comadre
Com a mandinga que eu vou te jogar

Sempre me falaram que 25 anos era um divisor de águas na vida das mulheres, mas confesso que não dava muita bola não. Diziam que o corpo muda, a rotina muda, a cabeça muda… eu achava meio papo de mala, mas fato, não é. Com a proximidade dos 26, percebi que muita coisa mudou e inclusive, meu corpo.

Daí que ontem fui procurar uma foto de 2006 para mandar pra uma amiga e comecei a remexer no arquivo de fotos. Erro gravíssimo. Achei fotos do carnaval de 2006 e, de repente, o suicídio pareceu tentador. Eu embagulhei! Já era. (Agora entendi porque tive que esperar dias até o carinha me ligar e porque isso antes não acontecia).

A verdade é que nós mulheres sofremos. Olhar no espelho e ver o tempo acumulando gordura no seu culote beira o fracasso total. Fundo-do-poço-ponto-com! Claro que os homens também embagulham. Eu, particularmente, sou chegada num trintão, mas é fato que o corpo deles também não é mais o mesmo. E eu não ligo. Aceito a barriguinha moderada, o braço médio e as ruguinhas. Neles eu aceito. Em mim, jamais! Justiça? Nem….

Comecei a pensar quantos quilos eu tinha, qual era minha rotina, o que eu fiz nesses dois anos. A verdade é que nem engordei muito, as calças que serviam na época continuam servindo… mas o corpo mudou. Não é mais o mesmo. Junta gordurinha onde não juntava e definitivamente não permite que eu continue levando minha vida-sedentária-de-sempre-amém.

Agora tem duas opções, ou se mexe e tenta reduzir os danos já ou manda sacrificar. Sei que não vou virar garota malhação, uma porque não tenho tempo e, acima de tudo, não tenho SACO pra isso. Ficar malhando na academia depois encher meu orkú de fotos de biquíni pra provar que ‘to passada mas sou gostosa’ (oi? noção do ridículo? ) não faz meu perfil que nem é sexy ó. Mas não dá pra relaxar mais. Vale fazer um exercício, um esporte, alguma coisa que permita que eu consiga me olhar no espelho e não pensar “mas que merda hein, Camila”. Não dá pra pegar fotos de 2 anos atrás e querer morrer toda vez.

Sendo assim, se eu sumir um tempo desse blog, existem duas opções: ou fui malhar minha banda larga, ou pulei do décimo andar. RIP!

UPDEITE: este post não é pra vcs virem aqui me chamar de gostosa. O espelho, espelho meu me diz a verdade.

Esse não é um post triste. Todos temos dias bons, dias ruins, problemas, dívidas, tpm’s, amores e desamores. Todos vemos amanhecer e anoitecer e alguns vão ficando nesse caminho. Temos problemas na família, no trabalho, no coração. Aprendemos que uns tem que perder pra outros poderem ganhar e tudo é um ciclo. Vemos a coincidência ridícula da vida que nos dá uma vitória por lado, para vir a derrota por outro. Percebemos que, até quando se ganha, algo importante é perdido. Olhamos com naturalidade a ironia dos dia de inverno serem lindos e terrivelmente frios.

Eu não quero fazer um post triste quando digo que muitas, muitas vezes, o mundo é injusto. Que alguns continuarão se dando bem às custas da ingenuidade inconsciente e infantil de outros, que por fim, merecem os tombos que levam por não terem aprendido que o mundo é assim e que quase ninguém é realmente confiável. E, não quero ser triste, ao dizer que quase sempre me vejo no time dos ingênuos e me decepciono comigo por isso.

O post pode parecer triste ao falar da tristeza que é não conseguir se perdoar. Porque, muitas vezes, o auto-flagelo é viciante e a vítima de si mesmo pode facilmente se perder em sua cegueira e vagar por muito tempo em busca de sua auto-piedade perdida. Mas não é. O auto-flagelo é parte válida da busca por sua verdade interior e, se os fins justificam os meios, faça valer no final.

Não é tristeza sentir-se completa e absolutamente perdida do meio disso tudo. Ver o filme da sua vida e perceber que a tal personagem principal, além de não ser glamurosa, tem um Q de looser que beira ao pastelão americano. E como seria bom sair fora de tudo isso.

A verdade é que o post ficaria triste se assim eu o estivesse. Mas não estou. Me encontro em um lugar que fica entre a resignação e o rancor, algo que tem espamos de força e alegria misturados com insegurança e insatisfação latente. Talvez um espírito perturbado como todo aquele que procura se encontrar. Talvez apenas um humano, mais humano do que nunca.

Mas enfim, esse não é um post triste. Mesmo.

Uma das coisas que mais detesto no começo de uma relação é a tal ‘troca de telefones’. Você já ficou com o cara, foi legal, deu aquela liga no momento e daí ele vira e fala: “me dá teu telefone?”. Merda! Eu detesto dar meu telefone simplesmente porque não suporto esperar ligação!

Com minha prática de guerreira eu já tenho a tática. Ou eu mudo de assunto e dou um jeito de fugir antes de rolar a troca, ou EU pego o telefone. Daí eu posso ligar, ou não, quando EU quiser. Mas, às vezes, eu me deixo levar pelo momento, ou sou pega de surpresa, ou sei lá o que sai de errado e pronto, eu dou meu telefone.

O que acontece na maioria das vezes é o cara ligar na seqüencia, pra ’saber se chegou bem’. Eu acho meio over, mas de qualquer forma é bacana e sinal de que ele realmente estava interessado. Mas de vez em nunca, surge um mavon, pega a porra do telefone e… não liga. E é um saco. Quando você vê, já está esperando a droga do telefonema que você nem estava interessada.

Você espera 3 dias e nada. E eu não suporto esses 3 dias onde toda vez que aparece um número desconhecido na bina do celular você olha e pensa “hum, será?”. E nunca é. É sempre do banco oferecendo cartão de crédito, da seguradora, da lavanderia… o porteiro avisando que chegou uma entrega urgente e ele assinou. Todos os números desconhecidos POSSÍVEIS, vão ligar. Menos a droga do new affair!

Daí, se o cara realmente ligar, isso vai acontecer quando você estiver no banho, ou com o celular na bolsa e não vai ouvir. Isso é o pior. Uma chamada não atendida de um número desconhecido 2 dias depois de você dar o tel pra um peguete. Que rancor que dá…

Não tem jeito, tudo na vida obedece uma regra clara e é assim que a coisa funciona. Se sempre funcionou quando EU pego o telefone, por que mudar isso? Só pra criar rancor no coração e fazer post! Não tenho outra explicação.

Enfim, agora me resta a cara de bunda.

beijomeliga!!!!!

Poucas coisas são mais constrangedoras do que errar a roupa em um evento. Sabe, todo mundo arrumada e você mulamba ou todo mundo mulambo e você arrumada? Confesso que comigo, quando acontece esse erro, geralmente é porque estou mais arrumada que a geral, mas sábado vivi o oposto. Antes de contar do evento de sábado, deixa contar tudo do início para tentar meu mea-culpa na mancada.

Há umas 3 semanas fui em um churrasco com as amigas. Não conhecia muitas pessoas do evento, mas ok. Chegando lá, as pessoas estavam, em sua maioria, de all star, tênis, etc. Eu fui de sapatilha e estava ok. Pensei que poderia ter colocado um tênis também, mas como eu não gosto de tênis (guardem esse fato, ele será importante) achei que estava ótimo.

Pois bem, este sábado rolou outro evento dessa mesma turma. Dessa vez, não era churrasco, era pastel com chopp quer coisa mais paulista que um chopps e dois pastel?, mas os moldes do evento, ao meu ver, seriam os mesmos: era sábado a tarde, no quintal da casa, lance descontraído, banda de samba tocando, essas coisas.

Não tive dúvida, já que estava frio para ir de sapatilha, resgatei meu All Star do fuuuuuuuuundo do armário e fui sem-medo-de-ser-feliz. Resumindo o drama, SÓ EU estava de tênis. Eu e os homens claro, mas TODAS as mulheres estavam de bota ou sapato. Tinha inclusive salto e bico fino!!!! Foi triste. Principalmente porque eu vou de salto pra QUALQUER lugar. Eu me esforcei pra não ir achando que todo mundo estaria mais relax e paguei de desarrumada na festa! Eu!!!!! Eu que me arrumo pra ir na padaria. Que sinto dor na perna quando uso salto baixo, tamanha é minha falta de costume. Eu paguei de relaxada.

Fiquei acabada. Na real mesmo, quase ninguém percebeu, ou se percebeu não deixou que eu percebesse. Quando questionei minha amiga, ela falou: “eu sabia que seria mais arrumadinho, a <dona da festa> me contou”. Poxa, e por que NINGUÉM me contou? Ela ainda tentou jogar que tinha me falado, mas não colou. Se tivesse eu jamais, leia JAMAIS, teria resgatado o All Star que eu nem gosto das profundezas do meu armário.

Por fim, o estrago não foi pior porque tinha muita gente, ninguém olha muito pro pé dos outros e eu ainda coloquei uma faixinha simpática na cabeça que mudou o foco da geral. Mas foi triste. Eu fiquei grande parte da festa ou pelo menos todo o tempo que estava sóbria pensando na merda do tênis. E eu ODEIO quando isso acontece. Principalmente quando aquele não é teu estilo e você só o fez para pagar de entrosada. Olha o erro ai. Bem-feito pra mim.

Daí que todo mundo começou a fazer listinha de x músicas para x momentos e eu também fiquei com vontade. Acontece que eu tenho um sério problema: eu não sei escolher “meus preferidos”. Sei lá, eu sou MUITO de fase e o que funciona hoje, certamente não vai funcionar amanhã.

Anyway, enquanto rancorizava comigo mesmo sobre essa certa falta de foco musical que possuo, lembrei que meses atrás eu fiz o top 10 de músicas que me fizeram companhia enquanto estive na merda com dor de cotovelo ano passado e resolvi publicar. Sei que não tem a ver muito com o meme que ta rolando ai, mas enfim, o blog é meu e me reservo o direito de mudar as regras dessa porra da brincadeira.

1 - black - pearl jam

2 - back to black - amy winehouse

3 - Atrás da porta - Interpretada pela Elis

4 - Live With Me - Massive attack

5 - The Scientist - Coldplay

6 - Love is a losing game - amy winehouse

7 - O Mundo é um Moinho - Cartola

8 - The blowers daughter - damien rice

9 - What it takes - aerosmith

10 - Too Many Tears - Whitesnake.

Como vocês puderam perceber, falta foco. Mas, ah, caguei!

Esse texto não é sobre rancor. Aliás, ele é o tipo de texto que eu queria evitar de postar aqui. Mas hoje, por algum motivo, eu preciso vir aqui e colocar no ‘papel’ o que sinto. Não sei se vou postar, se vou manter e nem porque dividir.

Faz quase dois anos que sai da casa dos meus pais pra morar sozinha e eu não sei se essa foi uma boa idéia. Vejo minhas amigas que ficaram lá e continuaram morando com os pais e não sei se não era isso que eu deveria ter feito. Não por achar que elas estão melhor ou pior que eu, mas apenas porque não sei se tanto sacrifico vale a pena.

Eu tinha uma casa confortável, pais que sempre faziam tudo pra mim. Larguei isso e de lá pra cá só arrumei contas e responsabilidades gigantes, incertezas, problemas, decepções, que eu não sei se teria se tivesse ficado onde estava. Tento imaginar como estaria, mas nem isso eu consigo. Eu sempre me imaginei morando sozinha, em um apzinho bacana, moderno. Venho correndo atrás disso desde então, mas a pergunta que faço agora é: pra que?

É incontestável que amadureci muito nesses dois anos e hoje estou muito mais ciente do que é a vida, mas será que é bom ficar ‘tão madura’? Tão fodamente consciente de toda a merda em que estamos metidos aqui no planeta azul? Eu já não sei se essa minha ânsia de querer sempre mais da vida, de mim, é uma qualidade ou um imenso defeito.

Não sei se invejo os rasos. Os ignorantes que vivem aquela vidinha de novela, que eu sei, é falsa, mas parece ser tão mais fácil e gratificante que a minha. E se meu benefício em relação a eles é poder ficar sozinha comigo sem me odiar, não sei se está funcionando.

Pode parecer que sim, mas não estou reclamando. Não estou triste ou mesmo achando que minha vida é uma merda. Não é. E eu vivo como meu dinheiro permite do jeito que eu quero . Mas hoje eu me sinto extremamente confusa em relação às escolhas que fiz. Se eu escolhi o caminho mais incerto e desgastante, cadê o benefício disso? Queria ao menos por um momento uma vitória. Aquela incontestável, que te mostra que você foi pelo lado mais difícil, mas o ‘prêmio’ no final, será maior.

Não acho que estou me expressando direito aqui. Não quero ganhar nada. Quero colher os frutos do que plantei pra minha vida clichêeeeee e perceber que eles são gostosos e quase livre de agrotóxicos. Queria sair de mim por um momento e ver minha vida como um filme, para daí conseguir enxergar os tais frutos que talvez existam e hoje não consigo ver.

Daqui de dentro não estou vendo e, Deus, como a grama do vizinho é bonita! Temo pelo meu quintal. Não quero olhar pra trás e descobrir que tanto esforço, tanto da tal independência Oi, D. Pedro? (que segundo a minha mãe eu tenho), me são de fato benéficas e não somente aquilo que torna tudo mais difícil sem um propósito. Eu, como um cachorro, só quero a certeza da recompensa por ter levado o jornal e quem sabe, de quebra, levar uma coçadinha.

Que fique claro, não venham aqui dizer que minha vida tá ótima, que tenho trabalho, amigos, família, saúde e uma beleza que deixaria a Giselão humilhada conforto, porque eu sei de tudo isso. Sei que tudo poderia estar pior. Eu só tenho direito de vir aqui e dizer que me sinto confusa. Que não sei se queria mesmo ser a tal mulher-independe-que-mora-sozinha.

Bom, o fato é, voltar pra onde estava é impossível. Eu escolhi, fiz e está feito. O que posso fazer agora, é mudar tudo de novo, de trabalho, cidade, país, planeta… só quero ter então a certeza que isso vá resolver. Não quero ter um enorme trabalho pra mudar tudo e daqui 6 meses estar me sentindo exatamente igual.

E assim acaba o texto. Confuso e sem sentido. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Tá No Rancor?

Quer dizer que me ama ou contar qual é teu rancor, mas tem vergonha de todo mundo ver? Manda um e-mail! rancorizando@gmail.com Agora, se você quiser me xingar e falar que sou uma cretina, passe vontade, óquei?!